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Colagénio marinho ou péptidos de colagénio: é uma questão de origem ou de forma?

O colagénio marinho descreve a origem e os péptidos de colagénio descrevem a forma. Tipos, adequação à dieta, alergénios e como escolher entre colagénio marinho e bovino.

Por Root Health TürkiyePublicado em Atualizado em 4 min de leitura

Mulher com sweatshirt branca da ROOT sobre fundo laranja, a segurar um frasco de creme hidratante e a aplicar creme na bochecha

Comparar o colagénio marinho com os péptidos de colagénio é, na verdade, comparar origens. «Péptidos de colagénio» descreve a forma (colagénio dividido em pequenos fragmentos), enquanto «colagénio marinho» descreve de onde vem: a pele ou as escamas de peixe. Assim, o colagénio marinho pode ele próprio ser um péptido de colagénio. A diferença real está na origem: o colagénio marinho é sobretudo do tipo I, o bovino contém os tipos I e III, e a escolha certa depende da sua alimentação e das suas alergias.

Porque é que a comparação confunde

Os dois termos respondem a perguntas diferentes. «Péptidos» diz-lhe a forma (hidrolisado, em pedaços pequenos); «marinho», «bovino» ou «de frango» diz-lhe a origem. Uma comparação justa coloca, portanto, péptidos de origem marinha frente a péptidos de origem bovina. Para perceber como funciona a hidrólise, leia o nosso artigo sobre o colagénio hidrolisado.

Porque se toma colagénio

O colagénio é uma proteína estrutural que representa cerca de um terço da proteína do corpo e se encontra na pele, nos tendões, na cartilagem e nos ossos. A produção abranda com a idade, e por isso os suplementos são estudados quanto à hidratação e elasticidade da pele e ao conforto articular. Os resultados variam de estudo para estudo, e um suplemento não é um tratamento.

Colagénio marinho e bovino lado a lado

  • Origem: o colagénio marinho vem da pele e das escamas de peixe; o bovino, da pele e dos ossos de bovinos.
  • Tipo de colagénio: o marinho é sobretudo do tipo I; o bovino fornece os tipos I e III.
  • Tamanho das partículas: alguns fabricantes dizem que os péptidos marinhos são mais pequenos e por isso melhor absorvidos. Os dados sólidos em humanos que comparem diretamente as duas origens são limitados, portanto trate isto como uma afirmação e não como um facto.
  • Adequação à dieta: o marinho serve a quem come peixe mas não carne vermelha, e o bovino a quem evita peixe. Nenhum é adequado para vegans ou vegetarianos.
  • Alergénios: pense em alergia a peixe nos produtos marinhos e em alergia a leite ou a carne de vaca nos bovinos.

Qual é melhor?

Não há uma resposta única; os seus objetivos e restrições decidem. Se quer um produto focado na pele e não come carne de vaca, o colagénio marinho pode fazer sentido. Se prefere um perfil mais amplo de tipos de colagénio (tipos I e III), os produtos bovinos destacam-se. Pode combinar ambos, mas vigie a quantidade total e os rótulos. O colostro, outro ingrediente muitas vezes associado ao colagénio, é abordado no nosso artigo colagénio ou colostro.

O que o corpo precisa para produzir colagénio

Para construir colagénio, o corpo precisa de aminoácidos como a glicina e a prolina, de vitamina C e de minerais como o zinco e o cobre. Uma alimentação equilibrada costuma fornecê-los: caldo de ossos, peixe, carne, ovos e leguminosas para os aminoácidos; citrinos e pimentos para a vitamina C; frutos secos, sementes e cereais integrais para o zinco e o cobre. Veja as nossas páginas sobre a vitamina C e o zinco.

Posso usar colagénio marinho e bovino em conjunto?

Em geral sim; combinar origens é comum. Basta manter o total diário de acordo com os rótulos, verificar os alergénios e, se toma medicação, falar com um profissional de saúde antes de juntar um novo suplemento.

Quem deve evitar o colagénio marinho?

  • Pessoas com alergia a peixe ou marisco.
  • Vegans e vegetarianos.
  • Quem estiver grávida, a amamentar ou a tomar medicação e não tenha consultado um médico.

Algumas pessoas referem inchaço ou náuseas com suplementos à base de peixe; se acontecer, pare e peça aconselhamento a um profissional.

Qualidade e segurança: o que ver no rótulo

Os suplementos não são regulados como os medicamentos, por isso a transparência do rótulo é importante. Verifique a origem, as gramas por dose, a informação sobre alergénios e se existem aditivos desnecessários. Para uma lista de verificação mais completa, veja o nosso guia para escolher um suplemento de colagénio bovino.

Um exemplo bovino: GMBMY

Se um produto bovino lhe convém, o rótulo do Give Me Back My Youth (GMBMY) indica 2 g de colagénio bovino hidrolisado e 2 g de colostro integral em pó numa dose de 4 g, sem outros ingredientes. Contém leite e não é de origem marinha.

Conclusão

O colagénio marinho e os péptidos de colagénio não são rivais: um descreve a origem, os outros a forma. O que escolher depende da sua dieta, das alergias e do objetivo. Mantenha expectativas realistas e, se tiver algum problema de saúde, procure um profissional em vez de confiar num suplemento.

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